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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Van Zellers Porto Ruby


Finalizando a degustação de queijos e vinhos na enoteca O Melhor Vinho do Mundo uma das combinações com o queijo que mais aprecio.

Essa é a harmonização a qual acho que todo apreciador de queijos e vinhos deveria pelo menos uma vez na vida experimentar que é a do queijo Gorgonzola com vinho fortificado que nesse caso é um Porto.

Costumo dizer salvo raríssimas exceções que não existe vinho do porto ruim, apesar de já ter provado, mas esse é um vinho com um controle de qualidade
altíssimo desde a época da coroa portuguesa quando foi criada a sua denominação que é uma das mais antigas e data do ano de 1756.

A família Van Zeller participou ativamente na história do vinho do Porto inicialmente como negociadores e atualmente com sua produção. Esse Porto Ruby é composto por castas tradicionais do Douro e passa 3 anos em contato com o carvalho.

Vamos ao vinho!

Na taça mostrou cor rubi com bastante transparência e aromas de uvas passas em seus tons adocicados.

Na boca é macio e possui uma ótima integração do álcool com aquele ataque inicial que se esvai e mantém uma sensação gostosa na boca.

Um ótimo custo x benefício se levarmos em conta que não é um vinho que se bebe em quantidade.

Saúde!

Batasiolo Sabri Barbera D´Asti 2007

O terceiro vinho da degustação foi o tradicional Batasiolo que é um produtor renomado de vinhos italianos.

A Batasiolo possui uma extensa linha de vinhos tradicionais que vai desse DOC até os DOCG Barbarescos e Barolos, por isso não são baratos, mas vale o quanto custam.

Esse rótulo é um varietal da casta Barbera e possui a peculiaridade de descansar 10 meses em barris de carvalho eslavo.

Vamos ao vinho!

Em taça mostra cor rubi com reflexos púrpura e leve traço de evolução. No olfato traz fruta vermelha e tosta diferenciada.

Na boca é redondo com ótimo equilíbrio, bons taninos e média acidez. Bom final e persistência. Está em seu ápice e não deve melhorar e se tiver um desses guardado beba!

Foi muito bem com o queijo Prima Donna que é de origem holandesa, mas sua receita é legítima da Itália.

Saúde!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Palmira Merlot 2010


O segundo vinho da degustação foi uma surpresa pelo seu custo e qualidade.
É um vinho de entrada daquelas vinícolas boutique e que custa em torno de R$ 30,00.

É produzido pela Casa Donoso no Valle Del Maule. Não passa por barricas e na realidade é um corte de Merlot (90%) e Carménère (10%).

Seu par foi o queijo Gouda que é coringa e aceita muitas combinações, mas se tiver a oportunidade de achar aquele queijo comentado a pouco que é o chileno Mantecoso deve ser a união perfeita!

Vamos ao vinho!

Na taça é vermelho rubi com muita intensidade. Seus aromas são simples e frescos mostrando sua juventude com fruta escura.

Na boca se mostra jovem e o álcool pega um pouco, mas após um tempo equilibra, mostra sua acidez e sua fruta com bom final de boca.

Ótimo para quem quiser começar a se aventurar com vinhos simples e bem feitos de pequenos produtores.

Saúde!

Casa Valduga Arte Brut 2010

Novamente esse espumante aqui no blog, agora com uma safra posterior e em um evento de degustação de queijos e vinhos realizado na enoteca O Melhor Vinho do Mundo.

O mês de agosto foi fantástico comigo, mal cheguei de uma viagem com experiências incríveis já recebo o convite já divulgado aqui no blog para essa degustação que pelo visto foi um sucesso.

Tanta coisa acontecendo que mal dá tempo de atualizar o blog!

Como já comentado esse espumante brasileiro é campeão no quesito custo x benefício. É produzido pelo método champenoise que é muito mais trabalhoso e custoso e mesmo assim está na faixa de preço de um espumante produzido pelo método charmat que permite liberar o produto muito mais rápido para a venda.


Bom, podemos dizer que a degustação começou muito bem, pois esse excelente espumante brasileiro fez par com o famoso queijo A Vaca que Ri. Esse queijo francês é do tipo fundido igual ao Polenguinho, porém muito mais fino e sem aquela carga de conservantes que na minha opinião deixa o queijo até estranho.

Vamos ao vinho!

Em taça forma aquela grande quantidade de borbulhas que logo baixa e mantém uma fina perlage. Sua coloração é amarelo palha bem claro. Seus aromas continuam cítricos, porém com mais acidez.

Na boca é refrescante com ótima acidez e agradável final.
Ainda mantém sua elegância e continua sendo uma ótima pedida.

Com o queijo ficou delicioso.

Saúde!
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